Resenha: O Vendedor de Sonhos - O Chamado

Título: O Chamado
Série: O Vendedor de Sonhos
Autor: Augusto Cury
Editora: Academia


Reflexão, anonimato, vergonha, buscas e receios. Talvez, essas sejam as palavras chaves para definir “O Vendedor de Sonhos”, do autor brasileiro Augusto Cury. Não é difícil de admitir, o autor é engenhoso, ele insiste em um mistério e junto com ele, aposta  a ideia de ajudar o outro. Querendo ou não, é um livro que carrega pessimismo e uma pitada de autoajuda (in)voluntária.

Ajudar o próximo e acreditar que a vida é mais importante do que os problemas, é o foco desse livro. A vida é pra ser amada e desfrutada com sabedoria, não importa quem você seja e não importa com quem vocês estejam. Basta ser feliz e compreender que a vida tem as tais pedras no caminho, mas você sempre pode passar por cima delas.

Um cara estranho, sujo e com aspecto de mendigo toma conta das páginas desse livro. Sua nobreza não está nos seus trajes, está em seus pensamentos carinhosos e resistentes às criticas.  Maluquice ou não, com pequenos sermões chatos, o livro acaba sendo irresistível.

As primeiras páginas são cansativas, não percebemos a importância da delicadeza de tentar ajudar o próximo ou mesmo de ser ajudado. Ou as críticas sociais nas entrelinhas. Nas primeiras páginas, o livro se torna “tão óbvio” que parece ser despretensioso. Mas, são aquelas entrelinhas que precisam ser percebidas. 

A história de um homem a beira do suicídio se torna o enredo determinado da salvação, e entrelaça diversas histórias. Histórias de absurdos, histórias de descontentamentos, histórias de realidades e desejos. Um enredo que encanta e desencanta, mas na medida certa te faz pensar no que você está fazendo, mesmo que seja a coisa mais correta do mundo.

O livro é sobre reflexão, do início ao fim. Vivemos no tal “hospício global”, e para isso precisamos enfrentar nós mesmos. É sobre sonhos, loucuras e sabedoria. Além de ser uma espécie de manual do resgate, pretende cativar a sociedade. Senhores, é um livro de realidade e não de autoajuda, como parecia no inicio. 

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