Resenha: O Grande Gatsby

O Grande Gatsby estréia no Brasil na próxima semana, então resolvi fazer uma resenha deste livro que é um clássico da literatura internacional, considerado pela "Modern Library" o segundo melhor romance do século XX. Esta edição da Leya foi lançada neste mês de maio, em comemoração ao lançamento do filme.

Título: O Grande Gatsby
Autor: F. Scott Fitzgerald
Editora: Leya
Avaliação:
Sinopse - Leya.com.br:

Um grande livro sobre as duas faces do "sonho americano". O clássico de F. Scott Fitzgerald, "O Grande Gastby", é considerado um dos mais representativos do romance americano. A história se passa na Long Island dos anos 1920, com jovens belas e exóticas, muito álcool, jazz, elegância, glamour e, pairando sobre tudo, a certeza de que a vida é uma festa sem fim. Os Estados Unidos vivem o auge de sua era dourada. Numa época em que a moralidade era um item de pouco valor e a dura Lei Seca estava em vigor, Nick Carraway sai em busca do sonho americano: ser rico e poderoso. Recém-chegado ao Leste, junto com sua prima Daisy Buchanan, Nick é inserido no círculo vicioso de amizades do misterioso bon vivant Jay Gatsby. Aos poucos Nick vai descobrir os bastidores da vida dos ricos. Um universo de traição, mentiras, paixões proibidas, conspirações, rumores, solidão, loucura e morte. Uma trama que envolverá a todos numa rede de intrigas e da qual só alguns sairão ilesos. Afinal, quantos amigos o dinheiro pode comprar?


Nick Carraway, o jovem que nos conta esta história, é um homem de vida boa, porém modesta. Não podemos dizer que ele passe alguma necessidade, mas também não goza de muitos luxos. Não é o tipo de pessoa que se abra constantemente e nem acredita que as pessoas devam se abrir sobre suas vidas inescrupulosamente. Resumindo, ele não é o tipo de homem que expressa todas as suas opiniões ou que é chegado em uma fofoca.

A prima de Nick, Daisy, é uma mulher bastante encantadora que mora do outro lado da cidade. Ela vive uma vida bastante abastada com seu marido, Tom, e gosta de jogar seu encanto sobre todos que a cercam. Tom, por sua vez, vive uma relação extra-conjugal com a esposa do mecânico, uma mulher voluptuosa, que não tem o encanto e a elegância de Daisy, mas seduz tanto seu marido quanto seu amante por sua força e liberdade.

Porém, de todas as personagens desta história, com certeza a que você achará mais interessante (e esta também é a opinião de Nick Carraway) será Jay Gatsby. Gatsby é o vizinho de Nick, um homem que podemos descrever como "multimilionário". Não sabemos o valor real de suas cifras, mas sabemos que é de longe a pessoa mais afortunada e popular de Nova Iórque. Gatsby promove, constantemente, grandiosas festas em sua mansão. Muita bebida, música, comida, e gente importante. Assim são as festas na casa de Jay Gatsby.

Nick Carraway, nunca havia comparecido a uma destas festas, afinal ele não é nem de longe um homem dito "gente importante", mas ao receber um convite direto de seu vizinho, como recusar? A maioria das pessoas não é convidada para as festas de Gatsby, mas comparece para se colocar como um membro da sociedade atuante da cidade. Receber um convite é algo para poucos.

A partir deste encontro Jay Gatsby e Nick Carraway tornam-se bons amigos. Nick começa a participar de jantares particulares, passeios, todo tipo de atividade bem afortunada promovida por seu mais novo melhor amigo. Mas de todas as pessoas com quem Jay Gatsby poderia manter uma amizade, por que escolher Nick Carraway?

Talvez por ser um homem reservado? Talvez por ser dos poucos que não falava de Gatsby pelas costas, indagando-se de onde teria vindo sua fortuna? Ou haveria algum interesse maior? Um interesse especial em Nick Carraway ou em algum de seus conhecidos...

O Grande Gatsby é um livro é cheio de mistérios, porém dou apenas 3 cafezinhos pois todos os mistérios se resolvem muito rapidamente na minha opinião. Em uma página você está se indagando sobre algumas questões, na página seguinte o problema inteiro está resolvido e não houve muita elucubração para resolvê-lo. As personagens são ótimas, Jay Gatsby tem uma personalidade simplesmente apaixonante (e eu não estou dizendo isso de uma forma romântica), porém não creio que a forma como a história foi escrita tenha me prendido o quanto eu gostaria de ficar presa.

Sobre a versão específica da Leya, vou ser repetitiva e dizer o que já li em alguns outros blogs, pois é realmente o que acredito! A capa verde é ok, mas poderia ser melhor. É incrivelmente melhor do que a capa original (Jesus seja louvado! No que estavam pensando???) e a capa de 2003 usada pela Editora Globo, Folha de São Paulo e RBS - todas iguais, só mudando a cor (de capista preguiçoso, e ainda usam três vezes!!!), com certeza. Mas ainda não tem aquele Q de Jay Gatsby. É Art Deco, sim, mas não tem muito luxo ou riqueza. Sou mais o projeto de capa que a Lu Tazinazzo do blog Aceita um Leite desenvolveu. Couro e metal, preto e dourado. Luxo e glamour Gatsbiano, é disso que estamos falando! Vale a visita no post dela pra conferir, é só clicar aqui.


(Foto 1: Capa Original / Foto 2: Globo/Folha/RBS)

Mesmo assim, estou ansiosa pela versão cinematográfica que sairá daqui há alguns dias. Não estou muito preocupada com as atrizes, até mesmo porque as mulheres de O Grande Gatsby não são as personagens atraentes, (apesar de Daisy ser uma das personagens mais importantes da trama), mas ver Leonardo DiCaprio como Gatsby, Tobey Maguire como Nick e Jason Clarke como George Wilson, promete. Acho que não conheço o trabalho de Joel Edgerton, que interpreta Tom (não conheço ou não me lembro), mas com outras escolhas tão boas, só com muito azar para dar errado...

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