Especial Oscar: Detona Ralph

A poucas, mas pouquíssimas horas do início do Oscar, queria pedir desculpas aos leitores do Boreal Café que possam ter esperado meu post sobre Django Livre na segunda feira. Eu juro que tentei assistir, mas tudo deu EXTREMAMENTE errado essa semana. De modo que, do Django Livre, eu só assisti 46 minutos. Não vou comentar um filme que não consegui ver nem metade.

(apesar desse pequeno trecho que vi ser BEM legal)

Então, no dia do Oscar, resolvi falar de outro indicado ao qual tive oportunidade de assistir e concorre numa categoria que eu particularmente sempre adoro muito. Hoje, para os gamers saudosistas e para os apaixonados por animações, vamos do concorrente DETONA RAPLH (Wreck it Ralph), produzido pela Walt Disney Animation Studios.



E se alguém me conseguir um bom lugar para assistir Django eu continuo aceitando.

A história

Detona Ralph é a história de um vilão de um videogame arcade dos anos 80, chamado Ralph (dublado no original por John C. Reilly). Apesar de seu destino ser sempre quebrar janelas e atormentar as vidas dos moradores de um prédio recém-construído, Ralph não é uma má pessoa. Ele é apenas sensível e um pouco estressado, e convenhamos, quem iria gostar de ser expulso de sua casa para ver um prédio ser construído no lugar?

A convivência de Ralph com os seus novos vizinhos é sempre muito turbulenta. Para a sorte dos moradores, o consertador Félix Jr. (Jack McBrayer) sempre dá jeito de consertar tudo que Ralph estraga, sendo o grande herói do videogame. No fim, Ralph é sempre jogado do último andar, tendo que se conformar em dormir sozinho em uma pilha de lixo próximo ao prédio que, um dia, deu lugar à sua casa.

Ralph até tenta se manter feliz com sua situação. Ao frequentar um grupo de apoio, com os maiores vilões de videogame da história, ele ouve frases do tipo "eu sou mau, e isso não é ruim", entre outros dizeres "motivacionais". Mas é no aniversário de 30 anos do seu jogo que ele resolve mudar sua vida. Ao não ser convidado para a festa, e ainda por cima torná-la um desastre total, Ralph decide que não mais será rejeitado. Vai conseguir uma estrela de mérito, se tornar o primeiro vilão a virar herói e, com isso, ser respeitado por todos de seu jogo.

É quando Ralph sai de seu jogo e visita o arcade da Sargento Calhoun (Jane Lynch), na busca da tão sonhada medalha. Porém, após uma desastrosa partida, vai parar no jogo Corrida Doce, levando com ele os "insetrônicos", vilão do jogo da Sargento Clahoun e que são capazes de destruir qualquer outro jogo que tiverem acesso. E se não bastasse essa ameaça, ainda temos a saga da pequena Vanellope von Schweetz, um bug do jogo Corrida Doce que Ralph acaba decidindo ajudar a conquistar seu espaço.

Detona Ralph estreou nos Estados Unidos no dia 2 de novembro de 2012, e chegou no Brasil em 4 de janeiro de 2013. Concorre ao Oscar de Melhor Animação, junto com Frankenweenie, Piratas Pirados, ParaNorman e Valente.

O que tem de bom? E de ruim?

O filme é um excelente revival para quem frequentou arcades na infância ou mesmo jogou os consoles caseiros como Atari, Mega Drive, Master System, Nintendo, Super Nintendo e qualquer outro que queira lembrar. Juntamente à história principal, vemos personagens como Sonic, Zangief, Bowser, Ryu, Ken, Eggman (ou vulgo Robotnik) entre tantos outros aparecerem, sumirem e aparecerem de novo.

Claro que isso tem seu lado bom e ruim. O lado ruim: a massiva propaganda do filme se baseou não em sua história, mas na aparição especial desses personagens. Então, esperamos que esses personagens façam mais que uma "pontinha" e tenham papel efetivo (até porque todos sonharam um dia com uma história em que todos se unem, e Wreck It Ralph parecia perfeito para isso) na história. Mas, como todo mundo sabe, isso NÃO acontece. Os personagens apenas fazem isso mesmo: figuração. E você percebe que era mesmo só propaganda.

Mas isso também pode se revelar bom. Porque é legal quando uma história consegue se firmar por si mesma, sem precisar do que eu chamo de "âncoras". Detona Ralph é um filme que tem história própria, e se desenvolve em torno de quem tem que se desenvolver: os seus personagens originais. Porque este filme existe sem os seus convidados.

Mas ainda assim, seria melhor se pudesse equilibrar os termos.

Sobre a produção... é um filme BASTANTE colorido. Como mais da metade da história se passa em Corrida Doce, temos uma história que acaba infantilizada. E ok, estamos falando de Walt Disney, mas convenhamos, o estúdio já produziu muitos filmes infantis com qualidade sem apelar para personagens com fisionomia infantil ou cores demais ou temas extremamente simples. Isso é um ponto negativo, porque quem é um pouco mais velho acaba ficando somente com o deja-vu de ver seus personagens de games favoritos como graça. O filme não convence, nem com sua boa produção e qualidade.

Na verdade, não é somente o gráfico que faz com que Detona Ralph não convença por inteiro. A história em si é bastante simples, como já dito acima. Entre outras animações concorrentes, a história desse é a mais simples, e seu humor se encontra em algumas piadas aqui, outras acolá. É um filme com desenvolvimento bastante mediano.

Mas ainda é um filme fofo. É gostoso de assistir com a família, é leve, faz com que a gente dê risada e se sinta bem. E isso é uma qualidade que jamais deve ser ignorada.

Num todo... Boreal recomenda.


Mas não aposta nele como vencedor.

Aí ele ganha e eu me ferro, huahauha.

Enfim, é isso gente. Quando eu conseguir assistir os demais filmes do Oscar desse ano, vou comentando com vocês. Espero que assistam, que as premiações sejam justas e que haja MUITO vestidos bonitos para a mulherada se inspirar. Acabo de ver o vestido da Jennifer Lawrence e ele está MARAVILHOSO.

Abraços e bom Oscar!

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